A osteopatia perinatal acompanha mulheres e bebés em todas as etapas da maternidade: antes, durante e após o nascimento. Suave e natural, esta abordagem manual visa restabelecer o equilíbrio do corpo e promover o bem-estar geral. Vamos descobrir juntos os seus princípios, os seus campos de ação e o desenrolar de uma sessão.
O que é a osteopatia perinatal?
A osteopatia perinatal, tal como a osteopatia mais geral, insere-se no âmbito da medicina manual e aborda o paciente de forma global.
Envolve quatro tipos de tratamento terapêutico:
- Problemas de infertilidade
- Acompanhamento durante a gravidez
- Cuidados com o bebé desde os primeiros dias de vida
- O pós-parto
O osteopata, com o seu profundo conhecimento da anatomia e fisiologia humana, enfatiza a relação entre estrutura e função. Ele visa restaurar a boa mobilidade de cada parte do corpo e estimula a capacidade deste de se autocurar. A prática é tão suave quanto possível e recorre a técnicas seguras e eficazes.
O que esperar de uma sessão?
Uma sessão de osteopatia começa sempre com uma conversa com o paciente, a fim de obter informações importantes sobre ele e o motivo da sua consulta. Segue-se um exame palpatório para objetivar eventuais tensões. Por fim, o osteopata passa ao tratamento, escolhendo as técnicas adequadas aos problemas de mobilidade encontrados.
Osteopatia e infertilidade: um acompanhamento global
O desejo de ter um filho pode, por vezes, ser um caminho mais complicado para algumas pessoas. Devido à sua abordagem global e à sua compreensão da ligação entre a estrutura e a função, o osteopata é um interveniente de eleição neste projeto.
Para engravidar, é importante que todas as estruturas que afetam o processo de concepção desempenhem o seu papel da melhor forma possível (ovários, útero, sistema hormonal, sistema vascular, mas também a mobilidade da pélvis, da região lombar, do cóccix, etc.).
Isto permite que o futuro bebé se implante e se desenvolva nas condições mais ótimas possíveis.
O osteopata irá, portanto, verificar, entre outras coisas, a boa mobilidade de todas as estruturas envolvidas, bem como a vascularização da pequena bacia.
A notar
O tratamento osteopático dos problemas de fertilidade não se destina, evidentemente, a substituir os procedimentos médicos em vigor. É uma terapia complementar eficaz e significativa pela sua visão e interpretação do corpo humano e da fisiologia humana. Para mais informações, não hesite em consultar o seu osteopata.
Osteopatia e gravidez: um acompanhamento atencioso
A gravidez é um período maravilhoso. É também um momento de grande adaptação e grandes mudanças no corpo da futura mamã. A barriga arredonda-se e o bebé cresce cada vez mais. Todo o corpo da mãe se adapta, especialmente a pélvis, a coluna lombar, a articulação dorso-lombar… Podem surgir tensões e dores, e a osteopatia é um meio eficaz para as aliviar.
Porquê consultar?
- Acompanhamento clássico da gravidez – 13/23/33 semanas de gestação
- Tensões ligamentares ou articulares
- Distúrbios digestivos (náuseas, refluxo, etc.)
- Ciática na mulher grávida
- Má posição intrauterina (bebé muito baixo ou em posição pélvica)
- Preparação para o parto
Como decorre a sessão?
Através de técnicas adaptadas à mulher grávida, o osteopata abordará o corpo de forma muito suave. Ele destacará os objetivos da sessão do dia e responderá às suas perguntas ou dúvidas.
Acompanhamento personalizado ao longo da gravidez
O osteopata oferece acompanhamento ao longo da gravidez, o que permite acompanhar a paciente. Este acompanhamento articula-se em torno de 3 sessões de acompanhamento, a fim de prevenir eventuais tensões que podem rapidamente tornar-se incapacitantes. O osteopata irá adaptar-se à evolução do corpo da mãe e trabalhar num conceito global de mãe/bebé.

